CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BILHAR E SINUCA

REGRAS DA SINUCA INTERNACIONAL

(Inglesa)

RESUMO DAS REGRAS

Voltamos às origens da sinuca no Brasil, praticando-a

como à nós chegou. Extinta em 01.06.96 e depois

novamente aprovada como regra complementar, a antiga

“Regra da Sinuca Brasileira” foi substituída pela

internacional, inglesa por nascimento, que será a

adotada quando as entidades mundiais do esporte

lograrem finalmente conseguir a esperada inclusão do

snooker (sinuca) nas Olimpíadas.

Entre uma regra e outra existem muitas diferenças, que

incluem: alteração no significado de alguns termos;

diferente seqüência nas tacadas; opções adicionais após

faltas; exigência de melhor domínio no controle da bola

branca, resultando em maior apuro técnico dos seus

praticantes; melhor análise no uso da estratégia do jogo

e, principalmente, tornou-se mais importante o profundo

conhecimento das normas, além da necessidade de

praticá-la em mesa devidamente adequada. Seguem

alguns comparativos, orientações e esclarecimentos de

forma reduzida.

DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS

1. em lugar de apenas uma bola vermelha,

internacionalmente a regra oficial usa quinze.

Provisoriamente, em período para adaptação, foi

adotado no Brasil o uso de seis ou dez bolas

vermelhas, no tamanho de mesa que usamos.

Quando usando a mesa de padrão internacional

(quase 3,60 x 1,80 metros) também jogaremos com

quinze;

2. as vermelhas não tem “marcas” próprias no campo

de jogo e iniciam o jogo “coladas” umas nas outras,

em compacto formato “piramidal”, entre as bolas 6 e

7, com a vermelha do ápice “quase colada” na bola 6;

3. na tacada de saída serão admitidas como válidas as

jogadas de ataque, defesa e as faltas cometidas

serão penalizadas;

4. a figura da “bola com castigo” não existe. O jogador

só pode, e deve obrigatoriamente, jogar uma só bola

numerada após encaçapar vermelha. Na seqüência

deve jogar outra vermelha e, se encaçapá-la, jogar

novamente uma numerada qualquer, e assim

sucessivamente;

5. após encaçapar a última vermelha em jogo, o atleta

deverá ainda jogar uma numerada qualquer à sua

escolha. Se encaçapá-la, terá que continuar a tacada

sempre pela bola da vez, isto é, jogando em seguida

as bolas 2, 3, 4, 5, 6 e finalmente a 7. Resumindo:

terminadas as vermelhas, as numeradas são jogadas

em seqüência crescente;

6. toda tacada deve, obrigatoriamente, ser iniciada por

uma bola “da vez”, isto é, pela bola de menor valor

em jogo. Igualmente aqui não existe a opção de

iniciá-la por uma bola “numerada” (na regra brasileira

conhecida como “sujeita à castigo”);

7. as vermelhas nunca voltam ao jogo, mesmo quando

encaçapadas com falta, exceto em situações muito

especiais, em que existe o “retorno de bolas às

posições originais” com o fim específico de “repetição

de jogada realizada”;

8. é correto o encaçapamento “por telefone”, quando

usando bolas vermelhas e em algumas outras

situações especiais;

9. somam-se os pontos de diversas vermelhas

encaçapadas simultaneamente e sem faltas;

10. é desnecessário “cantar” tabelas, repiques e caçapas

visadas. Canta-se apenas a bola visada, quando não

for a da vez. Portanto, não cometendo falta, a bola

jogada valerá como convertida, mesmo quando em

caçapa não visada;

11. salvo em algumas poucas faltas que são penalizadas

com 7 pontos, a maioria das penas em pontos são

determinadas segundo “a bola de maior valor

envolvida na ocorrência”, com o mínimo de 4 pontos

(não existem penas com 1, 2 e 3 pontos);

12. não ocorrendo falta, a situação de “sinuca” criada ao

adversário, intencionalmente ou não, é correta e

válida, mesmo quando jogando bola numerada, isto

é, mesmo se “encostando” a branca em numerada,

após ter encaçapado uma vermelha;

13. será considerado que existe “situação de sinuca”

quando a bola branca não puder ser jogada em

movimento direto e natural (sem usar “efeitos” e/ou

tabelas), para conseguir tangenciar (“tirar fino”) os

dois lados de pelo menos uma bola da vez, ou em

diferentes avaliações do grau de obstáculo

resultante, em situações especiais;

14.

qualquer, jogada “

jogo

daquela bola, da vez;

15. se uma falta praticada for enquadrada como

resultando em “situação de sinuca” para o

adversário, além das duas opções normais (jogar ou

passar a jogada) ele terá uma terceira, identificada

como “bola livre” (free ball);

16. a concessão do uso de “bola livre” (free ball) significa

que, o jogador beneficiado com essa opção pode

escolher “uma bola numerada qualquer”, identificá-la

ao árbitro (cantar) e assim jog-la como se fosse a

bola da vez em jogo;

17. dependendo da circunstância, estando ou não em

“sinuca”, quando ocorrer “falha” (erro em bola) e não

atingir a bola visada, é possibilitada ao adversário a

opção de pedir o “retorno das bolas” às suas

posições originais (todas as movimentadas) e o atleta

deverá jogar novamente. Essa condição será

novamente oferecida, até que o jogador atinja a bola

visada, ou que jogue de forma considerada

“aceitável”, ou seja, que use “o melhor de sua

habilidade”, embora ainda não atingindo a bola

visada;

18. durante período de adaptação, estamos usando no

Brasil a substituição da avaliação e julgamento do

árbitro pela imposição de “sempre que houver erro

em bola” e adicionalmente a limitação de “retornos”

em até uma, duas ou mais vezes (dependendo do

estabelecido em regulamento de evento), sendo a

última falha enquadrada como falta, mas sem

possibilitar novo “retorno”;

19. quando uma bola estiver “colada” na branca e for ela

mesma a cantada como visada (a que vai ser

jogada), não poderá receber novo “toque” direto da

tacadeira. Assim, nessa situação, a tacadeira deverá

ser deslocada para qualquer direção, que não origine

novo toque direto na bola colada, ou seja, a branca

deve ser apenas “afastada” da bola à ela colada;

“bola livre” (free ball) é uma bola numeradacomo se fosse a bola da vez em”, portanto, como tendo situação e valor igual ao20.

ao restarem em jogo somente as bolas branca e a 7 (“disputando a partida pela 7”

pontos for de 0 a 6 (

que encaçapar a bola 7 sem faltas ou, estará

derrotado o primeiro que cometer qualquer falta.

), se a diferença de“menor que 7”), vencerá aquele21.

a bola 6 e resultar em diferença superior a 7 pontos;

uma falta técnica agravada e/ou se um dos atletas

declarar ou praticar evidências de estar “entregando”

a partida.

as partidas são também encerradas por: encaçaparDETALHES IMPORTANTES

22. muito diferente do conceito da regra brasileira de

“bola livre”, que é “a bola numerada jogada sem

castigo”, a concessão do uso de “bola livre” (free ball)

significa que, o jogador beneficiado com essa opção

adicional pode escolher “uma bola numerada

qualquer”, identificá-la ao árbitro (cantar) e, assim

elegendo-a como a sua “free ball”, jogar como se

fosse a bola da vez em jogo;

23. após qualquer falta de seu oponente o jogador pode

praticar a sua tacada normalmente ou “passá-la” ao

adversário;

24.

cor, é creditado ao jogador o valor da bola da vez em

jogo e ele deverá continuar a sua tacada:

existindo mais vermelhas em jogo, jogará na bola

numerada de menor valor, ou seja, na bola da vez de

fato;

numerada qualquer, pois ele acabou de converter

uma bola “vermelha”, isto é, uma bola numerada

como sendo uma vermelha, portanto, na seqüência

da tacada está impedido de jogar outra vermelha;

encaçapando a “bola livre”, qualquer que seja a suaa) nãob) havendo bolas vermelhas, jogará em uma25.

ocorre acidental ou intencionalmente na seqüência

normal de jogo. O jogador em ação terá que “sair”

dessa situação, atingindo de qualquer forma a bola

visada, ou será penalizado por falta,

independentemente se a “sinuca” era “

se a bola branca não tinha passagem para atingir a

bola visada em jogada direta e natural, ou se a

“sinuca” era “

branca tem passagem direta, ainda que mínima, para

atingir a bola visada. No primeiro caso, com “

total

aplicada com as opções “normais”. Em caso de

penalidade por falta é mais grave, ou “agravada”,

conforme esclarecido a seguir;

26. para que, após falta cometida que resulte ao

oponente uma situação de sinuca, origine a opção

adicional de “bola livre” (free ball), a regra estabelece

que, será considerado como “existindo situação de

sinuca” quando: “a bola branca não tiver passem livre

para, em tacada direta e natural, atingir a bola visada

por meio de tangência em seus ambos lados”;

27. e mais, para essa definição, as tabelas e outras bolas

vermelhas não são considerados como “obstáculos”

para análise do possível movimento da bola branca,

na direção da bola da vez;

28. ao jogar a “bola livre” o atleta não poderá originar

sinuca ao adversário em que tenha como “primeiro

obstáculo” a “bola livre” jogada, ocorrência que

caracteriza falta;

a situação de “sinuca” pode ser indiferente, quandototal”, ou seja,parcial”, assim caracterizada quando asinuca”, a penalidade por “não sair da sinuca” ésinuca parcial”, segundo a situação resultante, a29.

sua habilidade técnica

as nossas arbitragens, pela falta de prática e

uniformidade na aplicação. Como recurso temporário,

até que existam as condições plenas, foi adotado o

sistema de:

essa análise e interpretação de “usar o melhor de” trouxe sérios problemas paraa) a bola visada tem que ser atingida,sempre

bola visada, será oferecida ao adversário a opção de

número estabelecido nos regulamentos dos eventos;

; b) para todas as jogadas que não atinjam aretorno de jogada”; c) os retornos serão limitados emd)

segundo o nível técnico dos participantes de

certame;

o número limite de “retornos” poderá variar,30.

situação de sinuca, ou esta era “

seguir esclarecido, a terceira falta seqüencial

receberá penalidade por “falta técnica agravada”,

impondo à perda da partida (da

jogo);

originalmente

para tingir a bola visada, ou ao menos uma bola da

vez, no mínimo “de cheia”;

31. se estiver ocupada a marca de bola que retorna ao

jogo, ela será colocada na “marca desocupada de

bola de maior valor”. Estando todas ocupadas, irá

para o ponto mais próximo possível de sua própria

marca, sem tocar outra bola, no sentido da tabela

superior, sobre a linha longitudinal quando as bolas

4, 5, 6 e 7, ou na paralela coincidente com a marca

respectiva, quando para as bolas 2 e 3;

32. não é penalizado como falta o toque ou movimento

acidental de bolas quando originado por terceiros,

estranhos ao jogo. As bolas retornam às suas

posições originais e o jogador continua a ação como

se nada tivesse ocorrido;

se o adversário optar pelo retorno: a) se não existiaparcial”, conforme apartida e não dob) a penalidade anterior não será aplicada senão existia passagem da bola branca33.

involuntariamente, por vibrações ou movimentos

anormais, quando elas estão muito próximos (“

boca

o mesmo ocorrerá quando bolas forem encaçapadasna”) de caçapas;34.

também temporariamente, em função das

características do atleta brasileiro, foram mantidos no

Brasil os antigos “

embora não existindo na regra internacional, egolpes máximos”: as partidasencerram-se quando com diferença superior a 25

pontos com as bolas 5, 6 e 7 em jogo; quando com

mais de 20 pontos com as 6 e 7.

Estas informações são bastante resumidas e servem

apenas para orientação inicial.

as normas completas, para usufruir de todos os

benefícios oferecidos, principalmente para

desenvolver a sua estratégia do jogo

É importante conhecer.